A Arte da Poeria Estelar

De tantas coisas existentes no universo, tudo é tão fantástico, sendo cada uma delas de uma beleza ímpar. E talvez os “objetos” mais belos dentre eles, na minha opinião, são as nebulosas. De extraordinária simplicidade e beleza. São no mínimo fascinantes, com todas diferentes as cores, formas, brilho, formações e tamanhos nada menos que únicas. Algumas lembrando cavalo, caranguejo, véu de noiva, medusa e até mesmo íris de olhos humanos.

“Tudo bem, entendi, chega de elogiar rs! Mas o que raios são essas coisas?”

Como o nome pode denunciar, são nuvens moleculares de hidrogênio, poeira, plasma e outros gases ionizados. São regiões de constante formação estelar, e isso ocorre quando partes do material que constitui a nebulosa começam a se aglutinar, formando estrelas e sistemas planetários, assim como aconteceu com o nosso, o sistema solar.

Na maioria das vezes, situam-se no interior das galáxias. E são visíveis ou quando o gás que as compõem brilha, brilho esse devido ao aquecimento desses gases, ou uma nuvem refletindo a luz das estrelas ou também se ela própria encobre a luz dos objetos distantes. Podendo ser tão imensas, abrangendo tamanhos de até centenas de anos luz de diâmetro. Embora mais densas que o espaço que as acercam, a maioria das nebulosas são muito menos densas que qualquer vácuo criado em ambiente terrestre, por exemplo, uma nuvem nebular de tamanho da Terra pesaria apenas alguns quilogramas.

Curiosidade é que antes do início do século XX, algumas galáxias também recebiam o nome de nebulosas, até que os astrônomos Vesto Melvin Slipher e Edwin Hubble, esclarecem a verdadeira natureza das galáxias, possibilitando assim a diferenciação entre elas.

Nebulosas de Emissão: São nuvens de gás que brilham pela emissão da energia absorvida de estrelas quentes existentes no meio da nuvem, após alterações no nível de energia interno de seus átomos, tendo assim, um espectro brilhante, diferente do espectro das estrelas que as excita. O brilho avermelhado indica a presença de hidrogénio, enquanto o oxigénio emite radiação esverdeada. Um exemplo típico é a Grande Nebulosa de Orion, M 42, onde as mais jovens estrelas conhecidas estão sendo formadas.

Nebulosas de Reflexão: São nuvens de gás e poeira, apenas iluminadas pela luz de estrelas vizinhas. São muito menos brilhantes e têm o mesmo espectro da estrela que gera a luz. Um exemplo é a nebulosidade que envolve as Plêiades, M 45, na constelação de Taurus. Esta nebulosidade só aparece em fotografias de longa exposição.

Plêiades M 45 Taurus
Plêiades, M-45

 

Nebulosas Planetárias: São assim chamadas por serem geralmente arredondadas e de pequena luminosidade, como um planeta visto pelo telescópio. Normalmente têm no seu centro uma pequena anã branca que lhe deu origem, ejetando a nuvem de gás numa explosão que marca o fim da vida da estrela. Um bom exemplo deste tipo é a Nebulosa do Anel, M 57, na constelação da Lira.

Nebulosa do Anel, M 57, na constelação da Lira
Nebulosa do Anel, M 57

 

Nebulosas Escuras: São concentrações de matéria interestrelar que obscurecem as estrelas ao fundo. Acredita-se que a maior parte da massa de todo o universo esteja concentrada nestas nuvens escuras de poeira. O Saco de Carvão a sudeste do Cruzeiro do Sul é típico desta classe. As poucas estrelas que são vistas nesta região estão mais próximas de nós que a nuvem escura. Outro exemplo interessante é a Cabeça de Cavalo, NGC-2024, ao sul de Zeta Orionis, destacada contra uma nebulosa brilhante, mas de difícil visualização, já que exige um telescópio de grande abertura.

Cabeça de Cavalo, NGC-2024, ao sul de Zeta Orionis
Cabeça de Cavalo NGC-2024

 

Nebulosas Solares: é uma nuvem de gás e poeira do cosmos que está relacionada diretamente com a origem do Sistema Solar. A hipótese nebular foi proposta em 1755 por Immanuel Kant em que defendia que as nebulosas giravam lentamente em torno da sua origem.

Nebulosas Solares
Nebulosa Solar NGC 3130

 

Restos de Supernovas: como o próprio nome sugere, este tipo de nuvem é gerado pela explosão de uma estrela, fenômeno esse chamado de supernova. Quando isso ocorre, os gases existentes na estrela são expulsos violentamente, para todas as direções, de forma irregular, tal como uma bomba aqui na Terra. O resultado é uma nuvem esparsa, amorfa e brilhante, devido à alta energia expelida na explosão. Três exemplos ilustram o modelo: a nebulosa do Caranguejo, em Touro, cuja explosão foi avistada pelos chineses em 1054, durante o dia; a nebulosa do “Véu de Noiva” em Cisne; e a nebulosa da Vela.

nebulosa da Vela
Nebulosa Vela

Incríveis não? Para mais algumas fotos, visite o Pinterest do Cosmos & Tudo Mais.

Post Relacionado: A Composição das Estrelas e Outros Corpos Celestes para entender as diferentes cores das nebulosas.

Mais informações sobre o assunto:

Varias nebulosas em resolução de 4k: Canal Photosophy

Vídeo mostrando outras: Canal Odin Moñios

Mais informações sobre essas nuvens galácticas: Canal Space Today

Uma grande galeria com fotos feitas pelo Hubble: Hubble Site

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3 comentários sobre “A Arte da Poeria Estelar

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