Abiogênese ou Biogênese ou Deus?

Vamos ver duas formas de estudos relacionadas a origem da vida:

Abiogênese que designa de modo geral o estudo sobre a origem da vida a partir de matéria não viva.

Biogênese ou Teoria Biogênese refere-se à produção e à forma de produção de novos organismos ou organelas vivas. Atualmente, a lei da biogênese, atribuída a Louis Pasteur, é resultante da observação de que seres vivos (complexos) provém apenas de outros seres vivos, através da reprodução

 

ABIOGÊNESE

Abiogênese defende a ideia de que a vida surgiu da matéria bruta morta, com a ativação de uma “força vita”. O ponto positivo é que concluíram que moléculas pequenas podem formar moléculas grandes, já o negativo que a vida surge da vida.

Aristóteles no século IV A.C, acreditava na existência de certos princípios ativos ou forças vitais no surgimento da vida a partir de substâncias inanimadas. Surgindo assim a teoria da abiogênese ou geração espontânea, crença essa que dizia que a vida poderia surgir a partir de água, lixo, sujeira e outros restos, obviamente deve-se lembrar da questão de que naquela época, não existia qualquer conhecimento sobre microorganismos.

Então, seguindo assim surgiram os experimentos da Abiogênese, o primeiro experimento foi feito em 1577, por Von Helmont e o experimento deu certo. Porém dm meados do século XVII, o biólogo italiano Francesco Redi, elaborou experiências que, na época, abalaram profundamente a teoria da geração espontânea. Colocando pedaços de carne no interior de frascos, deixando alguns abertos e outros fechados com uma tela. Conseguiu observar que o material em decomposição atraía moscas, que entravam e saíam ativamente dos frascos abertos. Depois de algum tempo, notou o surgimento de inúmeros vermes consumindo o alimento disponível. Nos frascos fechados, porém, onde as moscas não tinham acesso à carne em decomposição, esses vermes não apareciam. Redi, então, isolou alguns destes “vermes” que surgiram no interior dos frascos abertos, observando-lhes. Após algum tempo, notou que ao consumirem bastante do material orgânico, tornavam-se imóveis, assumindo um aspecto ovalado, terminando por desenvolver cascas externas duras e resistentes. Passado poucos dias, as cascas quebravam-se e, do interior de cada unidade, saía uma mosca semelhante àquelas que haviam pousado sobre a carne em putrefação.

Mais tarde, um homem chamado John Needham, fez em 1745 um experimento cujos resultados pareciam comprovar as ideias da abiogênese. Vários caldos nutritivos, como sucos de frutas e extrato de galinha, foram colocados em tubos de ensaio, aquecidos durante um certo tempo e em seguida selados. Needham pretendia ao aquecer, a morte de organismos possivelmente existentes nos caldos junto com o fechamento dos frascos para evitar contaminação de algo externo. Apesar desses cuidados, os tubos de ensaio, com o tempo ficaram turvos e cheios de microorganismos, o que parecia demonstrar a verdade da geração espontânea.

Cerca de 25 anos depois, o italiano Lazaro Spallanzani repetiu esta mesma experiência feita por Needham. A diferença no seu procedimento foi a de ferver os líquidos durante uma hora, e em seguida os tubos foram fechados hermeticamente. Los líquidos se mantiveram estéreis, isto é, sem vida, indefinidamente. Desta forma, Spallanzani demonstrava que os resultados de Needham não comprovavam a geração espontânea, já que o mesmo não havia aquecido os frascos tempo suficiente para eliminar os microorganismo, dando-lhes assim a oportunidade de proliferar.

Spallanzani

Needham acabou responde às críticas de Spallanzani com argumentos aparentemente muito convincentes:

“…Spallanzani… selou hermeticamente dezenove frascos que continham diversas substâncias vegetais e ferveu-os, fechados, por uma hora. Mas, pelo método de tratamento pelo qual ele torturou suas dezenove infusões vegetais, fica claro que enfraqueceu muito ou até destruiu a força vegetativa das substâncias em infusão…”

*Note o termo “força vegetativa”, que era usado como sinônimo de princípio ativo. O aquecimento excessivo, segundo Needham, havia destruído o princípio ativo; sem princípio ativo, nada de geração espontânea! É interessante notar que o próprio Spallanzani não soube refutar esses argumentos, ficando as idéias da abiogênese consolidadas.

 

BIOGÊNESE

Foi na Segunda metade do XIX, que a abiogênese sofreu seu golpe final. Louis Pasteur (1822-1895), grande cientista francês. Ele preparou um caldo de carne, que é excelente meio de cultura para micróbios, e submeteu-o a uma cuidadosa técnica de esterilização, com aquecimento e resfriamento. Hoje, essa técnica é conhecida como “pasteurização”. Uma vez esterilizado, o caldo de carne era conservado no interior de um balão “pescoço de cisne”. Devido ao longo gargalo do balão de vidro, o ar penetrava no balão, mas as impurezas ficavam retidas na curva do gargalo. Nenhum microrganismo poderia chegar ao caldo de carne. Assim, a despeito de estar em contato com o ar, o caldo se mantinha estéril, provando a inexistência da geração espontânea. Muitos meses depois, Pasteur exibiu seu material na Academia de Ciências de Paris. O caldo de carne estava perfeitamente estéril. A geração espontânea estava completamente desacreditada.

pasteur

Em medos da década de 1930, o mundo conheceu a hipótese de Oparin e Haldane, por vezes também referidas como teoria de Oparin, é uma hipótese explicativa da origem da vida, desenvolvida na década de 1920 (chegaram ao ocidente, anos mais tarde) pelos biólogos Aleksandr Oparin e Jonh B. S. Haldane, que afirma que a origem dos organismos vivos encontra-se no comportamento físico-químico da matéria inanimada.

1) A idade aproximada da Terra é de 4,5 bilhões de anos, tendo a crosta se solidificado há uns 2,5 bilhões de anos.

2) A composição da atmosfera primitiva foi provavelmente diferente da atual; não havia nela O2 ou N2; existia amônia (NH3), metano (CH4), vapor de água (H2O) e hidrogênio (H2).

3) O vapor de água se condensou à medida que a temperatura da crosta diminuiu. Caíram chuvas sobre as rochas quentes, o que provou nova evaporação, nova condensação e assim por diante. Portanto, um ativo ciclo de chuvas.

4) Radiações ultravioleta e descargas elétricas das tempestades agiram sobre as moléculas da atmosfera primitiva: algumas ligações químicas foram desfeitas, outras surgiram; apareceram assim novos compostos na atmosfera, alguns dos quais orgânicos, como os aminoácidos, por exemplo.

5) Aminoácidos e outros compostos foram arrastados pela água até a crosta ainda quente. Compostos orgânicos combinaram-se entre si, formando moléculas maiores, como os “proteinóides” (ou substâncias similares a proteínas).

6) Quando a temperatura das rochas tornou-se inferior a 100oC, já foi possível a existência de água líquida na superfície do globo: os mares estavam se formando. As moléculas orgânicas foram arrastadas para os mares. Na água, as probabilidades de encontro e choques entre moléculas aumentaram muito; formaram-se agregados moleculares maiores, os coacervados.

7) Os coacervados ainda não são seres vivos; no entanto eles continuam se chocando e reagindo durante um tempo extremamente longo; algum coacervado pôde casualmente atingir a complexidade necessária (lembre-se de que a diferença entre vida e não vida é mera questão de organização). Daí em diante, se tal coacervado teve a propriedade de duplicar-se, pode-se admitir que surgiu a vida, mesmo que sob uma forma extremamente primitiva.

O bioquímico Miller, nos anos 50, tentou reproduzir em laboratório algumas das condições previstas por Oparin. Construiu um aparelho, que era um sistema fechado, no qual fez circular durante 7 dias uma mistura de gases: metano, hidrogênio, amônia e vapor de água estavam presentes. Um reservatório de água aquecido à temperatura de ebulição permitia a formação de mais vapor de água, que circulava arrastando os outros gases.

Num certo lugar do aparelho, a mistura era submetida a descargas elétricas constantes, simulando os “raios” das tempestades que se acredita terem existido na época. Um pouco adiante, a mistura era esfriada e, ocorrendo condensação, tornava-se novamente líquida. Ao fim da semana, a água do reservatório, analisada pelo método da cromatografia, mostrou a presença de muitas moléculas orgânicas, entre as quais alguns aminoácidos.

Miller, com esta experiência, não provava que aminoácidos realmente se formaram na atmosfera primitiva; apenas demonstrava que, caso as condições de Oparin tivessem se verificado, a síntese de aminoácidos teria sido perfeitamente possível.

miller

 

Um Pouco Mais:

Cientistas: Aleksandr OparinFrancesco Redi, Jan Baptista van HelmontJonh B. S. HaldaneHarold UreyLazaro SpallanzaniLouis PasteurStanley Miller

O Processo de Pasteurização: Wikipédia

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